Como perder a vergonha de falar inglês e ganhar confiança na conversação
6 minutos de leitura.
Você sabe o que quer dizer em inglês, conhece algumas palavras, mas, na hora de falar, trava. A frase parece simples na sua cabeça, mas surge o medo de pronunciar algo errado, esquecer uma palavra ou ser julgado por quem está ouvindo.
Essa situação é mais comum do que parece. A ansiedade e o receio de cometer erros podem influenciar diretamente a experiência de quem está aprendendo um novo idioma.
Por isso, entender por que algumas pessoas têm vergonha de falar inglês é um passo importante para desenvolver mais confiança na conversação.
Por que tenho vergonha de falar inglês?
Falar uma língua estrangeira exige mais do que conhecer vocabulário e regras gramaticais. Durante uma conversa, é preciso pensar no que dizer, escolher as palavras, organizar a frase, compreender a resposta da outra pessoa e continuar a interação.
Quando existe medo de errar ou de ser avaliado, toda essa atividade pode parecer ainda mais difícil. O estudante pode começar a prestar atenção excessiva à própria pronúncia e à gramática, em vez de se concentrar naquilo que deseja comunicar.
Pesquisas sobre ansiedade em línguas estrangeiras mostram que fatores emocionais, como insegurança e medo de avaliação negativa, podem afetar a disposição do estudante para se comunicar. Ao mesmo tempo, um ambiente de aprendizagem mais positivo pode favorecer a participação e o desenvolvimento da confiança.
Por isso, sentir vergonha não significa que você não saiba inglês. Em muitos casos, significa que o medo de errar está interferindo na maneira como você utiliza aquilo que já aprendeu.
O medo de errar atrapalha a conversação em inglês?
Pode atrapalhar. Quando a preocupação com o erro fica muito alta, o estudante pode evitar situações de fala, responder apenas com frases muito curtas ou esperar até ter certeza absoluta de que a construção está correta.
O problema é que a conversação também é uma forma de aprender. Ao falar, o estudante testa seu repertório, percebe o que precisa melhorar e recebe novas oportunidades para utilizar o idioma.
É aí que entra o conceito de filtro afetivo, associado aos estudos de aquisição de segunda língua de Stephen Krashen. A ideia é que fatores emocionais podem influenciar o aproveitamento da exposição ao idioma. Em situações de maior ansiedade, por exemplo, o estudante pode ter mais dificuldade para se envolver com o processo de aprendizagem.
Isso não significa que o cérebro simplesmente “bloqueie” a informação ou que exista uma região específica que deixe de funcionar por causa da vergonha. A relação entre emoção, atenção e aprendizagem é mais complexa do que isso.
Como destravar a fala em inglês?
Uma das formas de ganhar confiança é mudar o objetivo durante a conversa. Em vez de tentar produzir uma frase perfeita, o estudante pode se concentrar primeiro em transmitir uma ideia.
Imagine, por exemplo, uma atividade em que duas pessoas precisam planejar uma viagem em inglês. Elas precisam decidir o destino, escolher um hotel e organizar o que levar. Nesse contexto, o idioma deixa de ser apenas um exercício de gramática e passa a ser uma ferramenta para resolver uma situação.
Se faltar uma palavra, é possível explicar a ideia de outra maneira. Se houver um erro, a conversa pode continuar. Com a prática, o estudante começa a perceber que se comunicar não depende de acertar todas as estruturas de primeira.
Esse tipo de atividade também ajuda a tornar a fala mais espontânea, porque coloca o estudante diante de situações nas quais ele precisa usar o inglês para alcançar um objetivo.
Como perder o medo de conversar em inglês?
Não existe uma fórmula instantânea para perder a vergonha. A confiança tende a ser construída conforme o estudante acumula experiências positivas utilizando o idioma.
Algumas estratégias podem ajudar:
- Começar por situações familiares: falar sobre hobbies, música, filmes, viagens ou rotina pode facilitar a participação.
- Aceitar que erros vão acontecer: o objetivo inicial é conseguir transmitir a mensagem, não produzir uma frase perfeita.
- Praticar com frequência: contatos regulares com a conversação ajudam a tornar o uso do idioma mais natural.
- Variar as atividades: jogos, desafios e situações do cotidiano podem tornar a fala menos associada à sensação de prova.
- Receber correções de forma construtiva: entender o erro e tentar novamente pode ser mais produtivo do que simplesmente evitar falar.
O papel das aulas de inglês na conversação
Ter contato com o idioma fora da sala de aula é importante, mas a aprendizagem estruturada ajuda a transformar esse contato em desenvolvimento consistente.
Nas aulas de inglês, o estudante pode praticar conversação com objetivos definidos, ampliar o vocabulário, desenvolver a pronúncia e trabalhar leitura, escrita, compreensão e gramática de maneira integrada.
Além disso, um ambiente de aprendizagem que incentive a participação pode ajudar o aluno a se acostumar gradualmente com situações de fala. Atividades em dupla, dinâmicas em grupo e tarefas baseadas em situações reais permitem que o inglês seja utilizado como meio de comunicação, e não apenas como conteúdo para ser memorizado.
NaWizard by Pearson, os alunos começam a falar o novo idioma desde a primeira aula, desenvolvendo a prática de forma progressiva, de acordo com seu nível e seus objetivos de aprendizagem.
Além disso, por tempo limitado, jovens e adultos ganham 100 aulas de conversação ao se matricularem em um curso de inglês da Wizard. É uma oportunidade para praticar ainda mais, ampliar o vocabulário e desenvolver confiança para se comunicar em diferentes situações. Consulte a disponibilidade e as condições da promoção na unidade Wizard de sua preferência.
A vergonha de falar inglês não precisa desaparecer antes de você começar a conversar. Muitas vezes, é justamente conversando, errando, recebendo orientação e tentando novamente que a confiança começa a aparecer.
Fontes:
Dewaele, J. M., & MacIntyre, P. D. (2022). “The Dynamic Ecosystem of Foreign Language Anxiety and Enjoyment.” publicado na Studies in Second Language Acquisition.
Pfenninger, S. E., & Putz, L. (2023). “The neurobiology of foreign language anxiety: An fMRI study on adult language learners.” publicado no Journal of Neurolinguistics.
Derakhshan, A., et al. (2024). “Alleviating foreign language speaking anxiety through task-based gamified learning: An emotional regulation perspective.” publicado na System.

Kelly Camargo, PhD




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